Portal Capoeira

Neste momento, estou estudando o Portal Capoeira, um dos maiores e mais bem executados sites sobre capoeira em língua portuguesa.

Já não tão jovem quando falamos de tempo na Internet, o portal foi criado, como podemos ver na própria página, em agosto de 2005. A Web era uma paisagem informativa bastante diferente da que vemos hoje: a chamada Web 2.0, bem como as plataformas de redes sociais que lhes são inerentes, ainda estava dando os primeiros passos.

Outro dado interessante é que o portal foi criado e é mantido atualmente por Luciano Milani, que vive do outro lado do Atlântico, em Portugal. No além-mar, tecendo o hipertexto do ciberespaço oceânico…

Inicio agora a difícil tarefa de tentar descrever em texto a experiência de navegação por este ambiente digital.

À primeira vista, a home (página inicial) se apresenta como um grande mosaico de imagens dinâmicas, que automaticamente se movem e se revezam dentro de suas áreas temáticas (widgets) comandadas por programação. Links e abas no topo da página classificam e organizam o conteúdo do site por seções. Das abas, surgem menus drop down quando passamos o mouse por cima.  Logo abaixo das abas, podemos ver as chamadas das últimas notícias, que também são trocadas dentro de alguns segundos.

As áreas de maior destaque, que se podem ver logo que abrimos a página, em um monitor com resolução 1024px X 768px, são:

- uma área de imagens rotativas, cada uma relacionada e linkada com os seguintes conteúdos: galerias de vídeos, rádio Portal Capoeira, downloads, academias e grupos;

- Um pequeno box, ao lado direito, destacando os conteúdos mais vistos, por meio de miniaturas de imagens, também rotativas.

Rolando um pouco a página, encontramos uma área de notícias, também separadas por abas temáticas. Logo abaixo, uma área de destaque para os vídeos “assistidos agora”. Este conteúdo se repete ao longo de várias páginas secundárias, o que pode indicar que talvez os vídeos sejam um dos tipos de conteúdo mais procurados do Portal, o que checarei, espero, com o próprio Luciano Milani.

Num espaço do lado direito da página, revezam-se aleatoriamente pequenos anúncios, compondo um mosaico quase sempre inusitado com os demais conteúdos da página.

Um pouco mais abaixo, podemos ver, ao centro, o menu “Outras categorias”, com links para seções que podem ter ficado um pouco escondidas nas abas do topo da página. Chamam atenção as seções “Mestres” e “Jovens Mestres”, que contêm entrevistas ou perfis escritos sobre os velhos e os novos mestres de capoeira.

Ao lado esquerdo, encontramos a seção “Crônicas da Capoeiragem”, com artigos escritos por Pedro Abib, que estou entrevistando pelo Facebook. Trata-se de textos curtos discutindo temas da história e da atualidade da capoeira. Segundo afirma o próprio Pedro, é um espaço de debate, reflexão e crítica sobre o universo da capoeira.

À direita, temos mais um espaço dinâmico de agregação de informação. Exibem-se ali os contatos do Portal, bem como seus canais em outras redes sociais, como o Twitter; algumas informações sobre o próprio Portal, como data de criação, objetivos e a parceria com o Google como fonte oficial de informação sobre capoeira.

Podemos ver tb uma nuvem de tags e um campo para pesquisa, que tive bastantes dificuldade de encontrar…

Por fim, a parte final da página apresenta, além de anúncios e um mapa do site, uma agenda de eventos, um destaque rotativo de downloads (arquivos de todos os tipos, como artigos, livros, planos de aula, filmes) e um destaque com miniaturas para a galeria de fotos.

Terminada esta primeira e superficial descrição do ambiente informativo, resta ainda a árdua tarefa de me aprofundar na navegação e comentar os aspectos mais interessantes.

Mas hoje está tarde e isto ficará para amanhã.

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Do hiperlink

Um dia resolvi pesquisar capoeira e Internet. Ou melhor, capoeira na web.

Eu não sabia onde estava me metendo. “Capoeira é infinita”, já diria um sábio mestre. “Tem começo, mas não tem fim”. Assim também é a rede. É infinita e não há quem possa enxergá-la inteira, todinha diante de si. Não pode pq não está na nossa frente, ao alcance da nossa mão, mas sim ao lado, embaixo, em cima e atrás, ao nosso redor e dentro de nós, nos nossos ossos e nos fios de cabelo. É assim bem como a capoeira.

E encontrando-se, essas duas coisas infinitas multiplicam-se em incontáveis caminhos. Todos eles se cruzam em milhares de pontos. Para saltar de um ao outro basta um clique, e quando vc se dá conta já está num outro, e num outro ainda, seguindo as trilhas do hipertexto. É praticamente impossível manter-se em um só.

Aqui estou eu, diante das 12 abas abertas no meu navegador, tentando olhar para uma coisa e vendo 12 ao mesmo tempo. Como limitar o objeto, cercá-lo, não deixá-lo fugir, dissecá-lo, se ele não é uma coisa, mas também 12 ou muito mais?

A pesquisa no circuito é a própria experiência da desorientação, do deslocamento quase involuntário por entre hiperlinks. Um tanto à deriva, um tanto perdida na floresta, me resta só manter um certo estado de torpor alerta: sem resistência ou ansiedade, mas disposta à surpresa e à novidade a qualquer momento. Qualquer momento que pode mudar todos os rumos.

Pensando bem, isso também não é muito distante de estar na roda de capoeira.

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Pensamento do dia – sobre a superficialidade rizomática da imagem

Lendo o texto do André Stangl hj – Rede Mestiça – tive uma inspiração súbita e escrevi um trechinho que na verdade recupera algo que li do Flusser (O mundo codificado) e as discussões da disciplina do Bucci sobre a imagem como significante vazio.

A superficialidade plana da imagem, da estética de superfície, como diria Flusser, catalisa os hibridismos e as mestiçagens, uma vez que a imagem na sua platitude se mistura facilmente, e facilita a negociação, sem ter q lidar com os meandros das profundezas de sentido.

Essa superficialidade não carrega em si um julgamento de valor, algo de menos significativo que o profundo. Quero dizer apenas que a imagem distrai a raiz para fazer o rizoma, e este rizoma altera a natureza da multiplicidade como um todo.

Será preciso revisitar Flusser.

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Notas metodológicas

O silêncio de alguns dias aqui no blog refletem, como sempre, grande atividade de bastidores na pesquisa. A temporada de pesquisa empírica começou e, com ela, algumas coisas muito importantes aconteceram na minha metodologia. Vamos a elas:

Tornei este blog público

Respirei fundo e tomei a coragem que faltava para falar da minha pesquisa para o meu próprio grupo de capoeira. E daí já foi tudo de uma vez: como eu precisava começar as entrevistas (fiz uma com o Mestre Gladson já! \o/), coloquei o roteiro de perguntas direcionado aos mestres no meu blog, e publiquei na página da Projete no Facebook.

Não posso deixar de dizer que a sugestão de fazer isso (q era o q eu devia fazer mesmo, pra ser fiel à minha proposta metodológica) foi do querido Ivan Paganotti. Como ele mesmo sabiamente pontuou, se quero ter o grupo como parceiro da minha pesquisa, tenho que abrir portas por onde eles possam entrar.

Publicar o roteiro de perguntas causou reações positivas e gerou interesse da parte de algumas pessoas, em especial a Kika, que se dispôs a conversar comigo depois para fazer sugestões sobre os roteiros. Não houve muitas contribuições online, mas colhi alguns comentários de colegas que vieram falar comigo pessoalmente depois.

Tenho publicado sempre no grupo os achados q eu considero interessantes para minha pesquisa, especialmente videos, que sempre despertam interesse. Optei por publicar os videos e não os textos escritos sobre eles no meu blog, a princípio para não intimidar as pessoas a comentar e deixar suas impressões.

Com exceção do video sobre a polêmica campanha da UE, os outros renderam poucos comentários. Ainda assim, vez ou outra recebi comentários sobre eles pessoalmente.

Modifiquei minha paisagem de circuitos

Recentemente, criei mais caminhos para a entrada de novidades no meu circuito de pesquisa. Em primeiro lugar, me tornei assinante de mais canais do Youtube, e escolhi ser notificada por email a cada novo video compartilhado pelo meu feed de canais.

Outro caminho de entrada foi a criação de um alerta no Google com a palavra “capoeira”:

Funciona assim: o Google vasculha a rede com seus robôs em busca de conteúdo que contenha a palavra capoeira, e então me manda por e-mail todo dia alguns links, em média dois ou três.

O resultado disso é que consigo incluir no meu circuito conexões distantes e não diretas, ou seja, não acessíveis por meio da minha paisagem circuital anterior, pois provavelmente não chegavam nem a ser conexões das minhas conexões. Isso traz grande dinamismo ao meu circuito de pesquisa, que acaba se reconfigurando constantemente com a entrada destas novas conexões.

O Twitter também me possibilitava grande quantidade de novidades, uma vez que podemos receber informação postada por quem seguimos (following), ou com maiores graus de distância (usuários seguidos por quem seguimos). Cada nova conexão no Twitter modifica intensamente toda a paisagem informativa.

No Facebook, também adicionei uma grande quantidade de capoeiristas (em especial mestres e professores que possuem perfis), de páginas de grupos e de páginas sobre capoeira. Não tive ainda, entretanto, o tempo e a energia para organizá-las.

A multiplicação dos caminhos de entrada (input), no entanto, cria imediatamente um problema: o tempo para tratar e analisar a imensa quantidade de informação que chega. Este tem sido para mim um problema crônico. Minha caixa de emails está lotada de notificações do Google e do Youtube, e não estou tendo muito tempo para olhar o Twitter.

Por isso, o que tenho feito é olhar tudo superficialmente e seguir o rastro de alguma bela cotia que atravesse correndo o meu caminho pela floresta… E assim devagar ir tecendo o meu circuito, no intervalo cotidiano entre o ritmo da máquina e o meu.

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Jogo de mandinga

Aqui vai o achado do dia. Fuçando os alertas do Google sobre capoeira, me deparei sem querer com o blog Jogo de Mandinga:

Além do excelente acabamento visual, o blog disponibiliza informações de qualidade, historicamente fundamentadas.

Os autores, capoeiristas e estudiosos oriundos de Portugal e Angola, definem o blog como um “projecto de intervenção virtual”.

Definitivamente, eles acabam de entrar na minha lista de entrevistados no além-mar do ciberespaço.

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Handspin Tutorial

O vídeo abaixo, colocado no ar pelo Capoeira Science há alguns dias, está entre os mais interessantes do mês até agora. E não só porque se trata de um tutorial – uso muito comum dos videos de capoeira – mas principalmente porque desfila ao longo dos seus 3 minutos muitas caraterísticas interessantes para a minha pesquisa. Vamos a elas:

 

1.Heteroglossia

Esta não é uma característica incomum da capoeira na Web, mas esse vídeo intrinca idiomas com maestria, e reflete uma capoeira que tem muita intimidade com as traduções semânticas, linguísticas e fonéticas. Começando pelo título (Piao de mao [sic] capoeira handspin with Tico) e pela descrição:

“Learn handspin aka Piao de mao aka 1999 with Tico (pronounced Chico) as he takes us step by step through this beautiful acrobatic capoeira move”.

Normalmente, vemos o nome dos movimentos e golpes em português, ainda que a enunciação em si esteja em outro idioma. Mas aqui, já temos as duas formas: o original (Piao de mao), mas adaptado a outras interfaces de teclado (sem o ~), as known as (aka) handspin, sua tradução quase literal para o inglês.  O nome do capoeirista também ganha uma dica de pronúncia: em inglês, Tico = Chico, embora em português isso nos resulte muito diferente…

2. Saberes tradicionais e desterritorializados

Embora o video seja um “in depth tutorial” apresentado por um instrutor – e assim sendo, uma possibilidade de aprendizado desterritorializado e desenraizado – logo no início ele nos coloca um disclamer:

“Always practice capoeira with expert supervision. It is very easy to injure yourself and injuries could be fatal”.

Desterritorializando o saber do instrutor Tico, o video nos coloca a possibilidade de aprender o movimento “sozinhos”. Mas nos alerta para os riscos físicos (e por que não culturais?) deste fato, lembrando da importância de ter a supervisão de um especialista (mas não se refere diretamente ao mestre, contra-mestre ou professor).

3. Hibridismos entre o oral e o audiovisual

Tico nos mostra o Pião de mão repetidas vezes, explicando sumariamente o movimento enquanto o executa. Provavelmente, é assim que ele ensina a seus alunos na aula, e as ferramentas de aprendizagem do aluno são as tradicionais da capoeira: a observação, a mímese e a repetição. O tempo de apreensão do movimento é o seu tempo de execução, e é preciso vê-lo muitas vezes para conseguir enxergar os seus detalhes.

Mas já dizia Walter Benjamin que o mundo que fala à câmera é diferente do mundo que fala ao olho, e que a câmera lenta dilata os tempos. O video usa e abusa do recurso da câmera lenta (slow motion), para que nos segundos dilatados possamos enxergar os detalhes e os macetes que, apenas após muita repetição e muitas perguntas aos mais velhos, descobriríamos.

4. Hibridismos entre a linguagem da tradição e a linguagem científica

Um frame que aparece por poucos no início do video exibe a  frase: “the science of the art of capoeira”. Vejamos como essa mistura de ciência e arte se expressa no video.

No minuto 1:01 do video, Tico diz: “A perna faz isso”, demonstrando com o próprio corpo o restante da mensagem. A voz do locutor britânico por trás da câmera traduz:

“The legs come together, and the head comes next to the arm which is locked straight”.

Tico continua: “Aí você vai lá… Vai entrar…”

“You’re gonna come in with one hand, opposite hand”…

“E gira”

“Open and close the legs and twist”.

O locutor narra o movimento passo a passo, como num manual. Mas a análise – em seu sentido etimológico, “proceder separando” – não pára por aí: o slow motion da câmera é complementado com uma edição que interrompe o movimento a cada etapa – o que seria impossível durante a execução do movimento – decupando os passos, um de cada vez, numerados em um quadro que aparece no canto da tela. Outros recursos de infografia são utilizados, por exemplo para mostrar a área da palma da mão que deve ser utilizada.

5. Nós, o outro e o entrenós

Ao invés de simplesmente dublado ou legendado, o video é traduzido simultaneamente pelo camera man britânico, enquanto ele grava a performance e as explicações de Tico, em um barracão do grupo Cordão de Ouro de Natal – RN. Ele não apenas não disfarça sua presença (como normalmente faz a câmera anônima que se pretende ser olho), como participa e intervém. A cada fala, Tico faz uma pausa e espera que o colega traduza o que ele acabou de dizer. O câmera chega mesmo a mostrar sua mão no quadro, tocando a mão de Tico para nos mostrar como ela se apóia no chão.

À  primeira, é fácil constatar que o video foi gravado no Brasil. Porém, a intervenção do olhar estrangeiro – não só quanto à nacionalidade, mas em outros sentidos – que faz a tradução entre os idiomas e entre diferentes linguagens, e que se faz presente ali, evidenciando uma situação de interação com o contexto, faz com que a determinação do contexto territorial do video seja mais complexa.

Este video habita um terceiro lugar, um lugar mestiço, atópico, entre os fluxos das mediascapes pelas quais viaja a capoeira no mundo.

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Roteiro de entrevista para os mestres

Chegou a hora de realmente começar as entrevistas. Preciso com urgência fazer uma lista de quem vou entrevistar, online e offline, e um belíssimo cronograma…

Cada perfil de capoeirista vai ter um roteiro de perguntas ligeiramente diferente, focando questões específicas. Mas como provavelmente vou começar pelo Mestre Gladson, elaborei este roteiro para os mestres:

Bloco 1

Vc usa a Internet? Que tipo de ferramentas vc usa? (e-mail, blogs, sites, redes sociais)

Vc usa a Internet para se comunicar com outros capoeiristas e mestres? Com que frequencia?

Vc costuma usar a Internet para buscar informações ou falar sobre capoeira?

Hoje em dia, há muitos conteúdos disponíveis sobre capoeira na Internet, em forma de textos, videos, fotos, músicas, etc. Seus alunos usam a Internet para se informar sobre capoeira? Qual a sua opinião sobre isso? Vc recomenda que eles pesquisem na Internet? Que tipos de conteúdo vc recomendaria que eles pesquisassem?

Os alunos tiram dúvidas sobre coisas que encontraram na Internet? Alguma vez vc precisou alertar sobre informações equivocadas ou erradas?

Antes, a principal forma de ensino da capoeira e da sua história era pela oralidade (contada pelo mestre e pelos mais velhos) e pela observação (olhar e copiar os movimentos, ou ouvir e aprender os toques). Hoje podemos pesquisar muita coisa na Internet. O que vc acha disso? Vc acha que muda alguma coisa?

Vc acha que pode haver algum benefício dessa abundância de informações sobre capoeira? Isso facilita o aprendizado do aluno?

Com toda a informação disponível na Internet, fica mais fácil ou mais difícil ser mestre de capoeira? O que muda para o mestre no seu cotidiano de ensino?

O que vc acha da prática de colocar videos históricos de capoeira na rede, como depoimentos ou jogos gravados de antigos mestres? Isso ajuda a preservar sua memória? Vc gostaria que suas imagens e ensinamentos ficassem registrados e disponíveis na rede para as gerações futuras?

Como vc se sente quando alguém coloca conteúdo sobre vc na Internet? (Ex: fotos, videos, textos)

Filmar e fotografar as rodas são práticas cada vez mais comuns. Qual a sua opinião sobre isso? No seu grupo, existe alguma regra ou orientação sobre isso?

Vc acha que o video é uma ferramenta válida para aprender movimentos ou músicas?

Seu grupo tem o hábito de colocar videos e fotos dos treinos e rodas na Internet? Isso significa se expor para o mundo todo. Qual sua opinão sobre isso?

Vc coloca ou já colocou conteúdo sobre capoeira na rede? Alguém do seu grupo faz isso com frequencia?

Bloco 2

A capoeira, hoje, está no mundo todo, e cada vez mais em lugares que achávamos improváveis. Qual a sua opinião sobre isso? Vc acha que a capoeira está mudando por causa disso?

Existem mestres e professores ensinando capoeira para culturas muito diferentes da nossa. Na sua opinião, quais são os principais desafios para eles?

Vc recebe no seu grupo capoeiristas estrangeiros? Com que frequencia? O que vc acha deles? O que vc acha da capoeira que eles aprenderam? O que eles vêm buscar aqui?

Vc vê diferenças entre a capoeira do Brasil e a que é ensinada e jogada em outros países?

Vc acha que, para quem está em outros lugares, é importante ter acesso fácil às informações sobre capoeira? Nós poderíamos ajudá-los colocando conteúdo na rede?

O que vc acha dos grupos que têm filiais no mundo todo, como o Abadá, o Senzala e o Capoeira Brasil? Muitos deles não tem o mestre por perto, e o grupo fica sob responsabilidade do professor/instrutor. O que vc acha disso?

Como vc se sente ao encontrar conteúdo sobre capoeira em diversos idiomas? [MOSTRAR EXEMPLOS]

Bloco 3

Às vezes a gente encontra umas coisas bem diferentes na Internet. [MOSTRAR EXEMPLOS) O que vc acha disso? Vc acha que isso pode mudar a forma capoeira? Ou a sua filosofia?

Tem um grupo de capoeira no Marrocos que se declara auto-didata. Vc acha isso possível? Qual a sua opinião?

Bloco 4

Tem muita gente ganhando dinheiro pelo comércio de roupas e artefatos de capoeira pela Internet. O que vc acha disso?

Muitos capoeiristas estrangeiros vêm ao Brasil hoje para fazer cursos de capoeira, ou visitar cidades como Salvador e Rio de Janeiro. Por outro lado, muitos mestres também viajam ao exterior para dar cursos. Como vc encara a oportunidade de viajar o mundo ensinando capoeira? Vc já teve alguma experiência como esta? Como vc acha que os capoeiristas de hoje vêem isso?

 

 

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