Nas minhas errâncias de hoje, encontrei dois blogs muito interessantes, que explorarei com mais cuidado depois:
O post interpela: “Why should you learn capoeira?” E, no texto que se segue, cita inúmeras vantagens da prática, destacando principalmente seus benefícios como atividade física.
Antes que possamos acusá-los de destacar apenas a esportividade da capoeira, no primeiro parágrafo já fica claro o seu diferencial:
“Capoeira is at once a widely communal and a deeply individual experience. Once you become a capoeirista, you form an instant bond with thousands of people across the globe who share your passion”.
Além de destacar o caráter grupal da capoeira, extremamente ligado à sua prática como a conhecemos, os autores enfatizam uma condição de pertencimento a uma comunidade global. Trata-se de uma nova escala para pensar a identidade do capoeirista, não apenas ligada ao grupo, mas também a todos os outros capoeiristas ao redor do globo.
O outro blog – Pure Holistic London – é mais pitoresco, e relaciona-se com as possíveis transformações formais da capoeira, que mencionei num post anterior. É um blog sobre cultura holística, terapias naturais, etc.
O post em questão fala sobre uma fusão entre a capoeira e a yoga que, conforme entendemos ao longo do texto, precisa de inovações constantes que quebrem a rotina (é claro que alguns praticantes mais puristas provavelmente censurariam isso). No primeiro video que a autora compartilha em seu post, podemos assistir a algo que parece bem próximo de um jogo de capoeira – uma roda, dois capoeiristas que jogam, atabaque e canções conhecidas – mas no cenário de uma academia de yoga e incorporando algumas técnicas corporais da yoga, como os alongamentos e a meditação.
A “capoeira-yoga fusion” (ou “Caponyasa”, como é chamada no segundo vídeo) nos interessa particularmente por representar as tantas negociações que a capoeira, em um cenário global e em um universo de abundância e diversidade de informação, empreende com as alteridades, inclusive com outras formas culturais. O que é interessante notar é que trata-se do diálogo de duas culturas globais de forte caráter corporal. Nas palavras da instrutora do primeiro vídeo:
“Here everyone has a yoga background, but not everyone has a capoeira background. But they’re so similar in the movements and these people feel like confortable in their bodies”.
O terceiro vídeo é uma espécie de video-aula em que são narrados e demonstrados os movimentos. É excelente ouvir ao longo da locução em inglês saltarem termos em português – ginga, queixada, esquiva, meia-lua de compasso, rolê – e em indiano – que infelizmente eu não saberia escrever aqui.















