Achados asiáticos

Nas minhas errâncias de hoje, encontrei dois blogs muito interessantes, que explorarei com mais cuidado depois:

Capoeira Luanda Indonesia:

O post interpela: “Why should you learn capoeira?” E, no texto que se segue, cita inúmeras vantagens da prática, destacando principalmente seus benefícios como atividade física.

Blog - Capoeira Luanda Indonésia, em 28 de fevereiro de 2012

Antes que possamos acusá-los de destacar apenas a esportividade da capoeira, no primeiro parágrafo já fica claro o seu diferencial:

“Capoeira is at once a widely communal and a deeply individual experience. Once you become a capoeirista, you form an instant bond with thousands of people across the globe who share your passion”.

Além de destacar o caráter grupal da capoeira, extremamente ligado à sua prática como a conhecemos, os autores enfatizam uma condição de pertencimento a uma comunidade global. Trata-se de uma nova escala para pensar a identidade do capoeirista,  não apenas ligada ao grupo, mas também a todos os outros capoeiristas ao redor do globo.

O outro blog – Pure Holistic London – é mais pitoresco, e relaciona-se com as possíveis transformações formais da capoeira, que mencionei num post anterior. É um blog sobre cultura holística, terapias naturais, etc.

Blog - Pure Holistic London - em 28 de fevereiro de 2012

O post em questão fala sobre uma fusão entre a capoeira e a yoga que, conforme entendemos ao longo do texto, precisa de inovações constantes que quebrem a rotina (é claro que alguns praticantes mais puristas provavelmente censurariam isso). No primeiro video que a autora compartilha em seu post, podemos assistir a algo que parece bem próximo de um jogo de capoeira – uma roda, dois capoeiristas que jogam, atabaque e canções conhecidas – mas no cenário de uma academia de yoga e incorporando algumas técnicas corporais da yoga, como os alongamentos e a meditação.

A “capoeira-yoga fusion” (ou “Caponyasa”, como é chamada no segundo vídeo) nos interessa particularmente por representar as tantas negociações que a capoeira, em um cenário global e em um universo de abundância e diversidade de informação, empreende com as alteridades, inclusive com outras formas culturais. O que é interessante notar é que trata-se do diálogo de duas culturas globais de forte caráter corporal. Nas palavras da instrutora do primeiro vídeo:

“Here everyone has a yoga background, but not everyone has a capoeira background. But they’re so similar in the movements and these people feel like confortable in their bodies”.

O terceiro vídeo é uma espécie de video-aula em que são narrados e demonstrados os movimentos. É excelente ouvir ao longo da locução em inglês saltarem termos em português – ginga, queixada, esquiva, meia-lua de compasso, rolê – e em indiano – que infelizmente eu não saberia escrever aqui.

Publicado em campo, idéias e questões | Tags , , , | Publicar um comentário

The Ginga Daily

Há alguns dias, me deparei com uma coisa interessante, tanto em termos de aplicativo quanto de conteúdo: o jornal online “The Ginga Daily“, do grupo Capoeira Brasil Tempe, da cidade de Tempe, Arizona (EUA).

The Ginga Daily, jornal do grupo Capoeira Tempe (Arizona), em 26 de janeiro de 2012

Aparentemente, a plataforma Paper.li é uma espécie de curadoria de conteúdo, feita por pessoas mesmo, e não por robôs (no sentido informático do termo). Se entendi bem, vc pode criar um jornal escolhendo quais são os tópicos de interesse, a partir dos quais ele será atualizado constantemente com conteúdos selecionados pelos curadores.

Paper.li/home em 10 de fevereiro de 2012

Paper.li/about em 10 de fevereiro de 2012

O grupo Capoeira Brasil Tempe foi o primeiro que encontrei na rede social Google Plus, há alguns meses. Hoje, a página está bastante recheada de fotos e postagens.

Página do grupo Capoeira Brasil Tempe, no Google +, em 26 de janeiro de 2012

Pelos cordões utilizados pelos capoeiristas nas fotos, suponho que o grupo seja filiado ao Senzala, grupo de capoeira regional bastante expressivo no exterior. Demorei um pouco para conseguir encontrar o mestre ao qual o grupo é ligado, e assim que consegui, não no Google + mas no site do grupo, verifiquei que minha hipótese estava meio correta.

O grupo é ligado não a um, mas a dois mestres – o que é bastante raro de se ver. São eles: o mestre Boneco, aparentemente o mais velho e fundador do grupo; e o mestre Caxias, formado pelo Mestre Boneco, pelo que entendi. Ambos são brasileiros residentes nos EUA. O brasão do grupo, no entanto, não faz menção direta a nenhum dos dois, mas sim ao prof. Trovão, aluno graduado do grupo, e possivelmente americano.

O mestre Boneco foi membro do grupo Senzala por 18 anos, até que, em 1989, saiu para formar o grupo Capoeira Brasil, uma rede com afiliados em todos os Estados Unidos. O Capoeira Brasil Tempe, que pensei a princípio ser um pequeno grupo no Arizona, é parte de um grupo com afiliados nos Estados Unidos, Austrália, Alemanha, França e Países Baixos, como afirma seu verbete na Wikipédia.

E pelo que estou percebendo, mesmo antes de fazer uma análise exaustiva, é que não existe nenhuma centralização nas plataformas digitais de comunicação dos grupos Capoeira Brasil em cada localidade. Ainda que pertencentes a um “macro grupo”, institucionalizado, cada grupo constrói a sua “casa” na rede, muitas vezes a partir de plataformas replicáveis e customizáveis, de acordo com suas próprias necessidades.

Bem, voltando ao The Ginga Daily e à pg do Capoeira Brasil Tempe no Google +, há algumas coisas que eu gostaria de destacar.

Em primeiro lugar, o visual “gringo” de ambos os ambientes. A linguagem iconográfica, os fenótipos das pessoas retratadas, o idioma utilizado, têm poucos elementos que tragam à tona alguma brasilidade.

Em segundo lugar, as traduções e significados que o grupo emprega para falar da capoeira. Podemos observar tanto no The Ginga Daily quanto nas postagens do Google + que os assuntos escolhidos são bastante variados, mas tendem a ter um enfoque na educação física: artigos como “como se alongar”, “exercícios complementares”, “benefícios da capoeira ao cérebro” ou “benefícios da capoeira às crianças” são alguns exemplos disso. Talvez isso demonstre, por um lado, uma estratégia de tradução cultural – uma vez que estes discursos podem ter mais penetração em certos públicos e driblar alguns preconceitos – e por outro, uma estratégia mercadológica, pois, afinal, eles sobrevivem como uma academia, vendendo aulas. Seja pela capoeira como um fim ou como um meio, o importante é conseguir trazer alunos.

Provavelmente, se olharmos para os eixos temáticos escolhidos para a seleção de conteúdo do The Ginga Daily, encontraremos bastante sobre exercícios e artes marciais, e nem tanto sobre africanidades, por exemplo.

Em terceiro lugar, eu gostaria de destacar a influência da cultura letrada nas estratégias de comunicação do Capoeira Brasil Tempe.  O fato do grupo ter escolhido fazer um jornal, ainda que online, o situa mais perto da cultura tipográfica que da cultura oral típica da capoeira do séc. XX.  A mesma característica se verifica na pg do Google +, com grande presença de artigos escritos e frequentemente atravessados em maior ou menor grau pelo discurso científico.

Eu me pergunto às vezes se essa seria uma tendência da capoeira a partir de sua globalização e sua digitalização: se tornaria uma cultura progressivamente escrita? Seria esse um fator de “embranquecimento” da capoeira, necessário a novas negociações culturais?

Ainda assim, gosto de me lembrar sempre do que me diria o tio McLuhan: o digital é um meio audiotáctil e a capoeira está se tornando não uma cultura escrita, mas sim hipermídia – a escrita está inclusa com certeza, mas também os vídeos e as imagens e a percepção em mosaico, e não em linha.

Vale lembrar o sucesso que fazem os videos entre os capoeiristas em rede.

Publicado em campo, idéias e questões | Tags , , , , , , , , | Publicar um comentário

Diário dos silêncios

Nada de novo há alguns dias, graças a uma gripe que comeu boa parte das minhas horas de trabalho esta semana.

Mas continuo, silenciosamente, explorando a floresta e tentando fazer contato com seus habitantes. Hoje, tentei novamente entrar em contato com alguém do Capoeira Mogador, depois de algumas tentativas frustradas: Hadjie e Fadwa, os administradores do grupo do Face, nunca responderam as minhas mensagens enviadas via Facebook. Será q eles não falam inglês?

Hoje, enviei uma mensagem via canal do Youtube ao Ayouch, o “saw boy” dos videos. Ele parece falar um pouco de inglês, pelo que se observa em seu perfil. Vou torcer para que ele me responda.

Mais ou menos conscientemente, eu tentei entrar em contato primeiro com os perfis individuais que identifiquei no Capoeira Mogador, deixando seu contato institucional – o canal do grupo no Youtube – como último recurso. Ironicamente, este foi o único que me respondeu, quando perguntei sobre a música utilizada no video.

Nos planos offline, estou tentando marcar uma conversa com o mestre Gladson para explicar minha pesquisa e começar a fazer as entrevistas (com ele, inclusive). Preciso com certa urgência preparar um material para conseguir explicar para ele o q estou fazendo.

Publicado em campo | Tags , , , | Publicar um comentário

Amálgamas improváveis

Na semana passada, comentei em um post que havia encontrado, no canal do Capoeira Mogador no Youtube, um vídeo com uma música cujo idioma eu não conseguia identificar. Deixei um comentário no canal perguntando que música era e (YES) me responderam \o/

Capoeira Mogador - comentários - 01 de fevereiro de 2012

Lá fui eu, então fazer uma busca pela cantora de nome nada estranho – Elisete – e sua música de nome também muito familiar – “Capoeira”.

Encontrei primeiro a letra da música, num desses sites de letras de músicas, o Kboing:

Site Kboing - pg sobre a canção Capoeira, de Elisete. 01 de fevereiro de 2012

A estranheza que eu experimentei diante dessas informações foi imediata: no topo da página, o visual totalmente afro-brasileiro de Elisete, combinando com seu nome potencialmente brazuca. Abaixo, a letra da música “Capoeira” em um idioma que, mesmo escrito, ainda era um mistério para mim.

Pesquisando mais um pouco acabei caindo no site oficial da Elisete, onde pude ler sua biografia.

Home Page oficial de Elisete, em 01 de janeiro de 2012

Pois bem. E eis que a moça é brasileira, mas mudou-se para Israel há mais de 20 anos. E o resultado disso é que ela canta belas canções cheias de brasilidade, em que algumas palavras familiares se destacam em meio ao idioma hebreu.

Elisete é um excelente exemplo dos fluxos disjuntivos que governam os movimentos de populações e culturas pelo globo, como sugere Arjun Appadurai (1996). Fluxos que possibilitam amálgamas improváveis, surpreendentes e, frequentemente, bem sucedidas.

De sua biografia, também podemos depreender que a cantora tem uma relação bastante especial com a mídia:

“Elisete was born in Brazil and came to Israel in 1991 directly into the shelters during Golf war where she started teaching herself Hebrew with the help of the Israeli TV program ‘Zehu-Ze’ and news anchor man Haim Yavin.
In the first years in Israel Elisete was a dancer and a dance teacher of Brazilian dance for children.
Elisete’s story is a long saga with optimistic concliusions: Elisete syas she sings as a part of her mission to bring happiness to the Israelis. Cynics reading this will laugh. Cynics hearing her say this will be captured in her magic and believe in it. With this attitude and with her energy and joy Elisete sings about life in the most Israeli angle but also in the most Brazilian. Elisete’s lines have simplicity, warmth and a lot of love in them. Her rhythms and voice takes us to the Brazil she always carries in her hart.
Elisete discovered the digital media and using the internet wisely she has made herself known internationally. A video of her song ‘Andando por Tel-Viv got a huge exposure on the front page of the German YouTube. Elisete took a melody written by German musicians she met on YouTube and wrote lyrics to the song that was dedicated to Tel-Aviv, her favorite town.
Elisete is very active in FaceBook and MySpace and gets a lot of positive feedback from her audience.”

A cantora aprendeu o hebraico com a ajuda de um programa de televisão. E seu sucesso e projeção internacional não se devem à grande mídia ou a uma gravadora, mas sim ao Youtube alemão, ao MySpace e ao Facebook.

Graças aos ethnoscapes e mediascapes de um mundo globalizado, podemos ouvir Elisete cantar a capoeira em hebraico. E sem mais pudores de atravessar oceanos, podemos encontrá-la embalando o jogo de capoeiristas marroquinos. Amálgamas melodiosas de vozes tão distantes.

Publicado em campo | Tags , , , , , | Publicar um comentário

Yes, eles são autodidatas!

O site Capoeira Social Clube se mostrou um belo exemplo para análise, mas o que é ainda melhor é que ele me abriu uma conexão para algo ainda mais impressionante: o grupo Capoeira Mogador: pelo que eu vi no Capoeira Social Clube, e na página do próprio grupo no Face, eles parecem ser um grupo de capoeiristas autodidatas, em Essaouira, no Marrocos, que aprenderam a maior parte daquilo que sabem a partir de videos no Youtube.

Se isso for verdade, o Capoeira Mogador vai se tornar um dos melhores estudos de caso da minha pesquisa. Depois de muitos dias de hesitação, resolvi finalmente dar meter as caras no circuito e entrar em contato com eles pela página doFace:

Página do grupo no Facebook em 16 de janeiro de 2012

Quero registrar que essa foi a primeira vez que eu me apresentei, diante do meu circuito, como pesquisadora deste tema que venho estudando há dois anos. Ponto pra mim. Ironicamente, eu não sei se vou obter resposta. A última atualização do grupo é de novembro, e até agora ninguém me respondeu.

Talvez eu tenha q sair mandando mensagem para os administradores do grupo, Hadji Wadie e Fadwa Aboubakr. Mas vou segurar um pouco mais a minha ansiedade internética e esperar mais um dia ou dois.

Enquanto isso, vou pesquisando no Youtube os videos do grupo, pra ver se consigo depreender um pouco da história.

Parece que eles participaram até do Arabs Got Talent (existe isso, minha gente!). Eis o video, postado pelo próprio canal de TV (MBC), em 12 de março de 2011.

Não são permitidos comentários a este vídeo, o que provavelmente é uma configuração do canal. Em todo caso, a distância linguística comprometeria bastante a compreensão… Vale registrar que metade do video eu não consegui entender praticamente nada.

De qualquer forma, a performance deles é impressionante. Neste outro video, de 2007, eles fazem uma apresentação de maculelê, também sobre um palco, e também com uma performance bastante invejável:

No próximo video, podemos vê-los jogando um pouco de capoeira, ao som de uma música cantada em português. O jogo é fluido e harmônico, capoeira regional muito bem jogada. O video é de 2007:

Em uma busca por “capoeira mogador” no Youtube, a página exibe muitos vídeos compartilhados em 2006, 2007 ou 2008. No entanto, alguns vídeos datam de 7 meses até uma semana atrás, de certa forma uma prova de que o grupo continua ativo. O vídeo abaixo, compartilhado em 12 de janeiro de 2012, mostra um grupo jogando no calçadão próximo à praia. Mas além disso, ele também é fantástico por conter, na trilha sonora, uma música sobre capoeira cantada em uma língua desconhecida.

Perfis do Youtube

Grande parte dos vídeos mais recentes foi compartilhada pelo usuário ayouchsouiri, auto-intitulado Saw Boy (“garoto serra”), assim como alguns videos colocados por ele no Youtube. Ele pode ser visto na maioria dos vídeos, algumas vezes jogando com os companheiros, e muitas vezes fazendo exibições individuais de golpes e acrobacias diante da câmera.

Canal de ayouchsouiri (Youtube) em 23 de janeiro de 2012

http://www.youtube.com/user/ayouchsouiri

Abaixo, podemos ler, com alguma dificuldade: “no room for traninig . no prof. just my god with us and best friend ;) ^^ thanks averybody”

Esta pode ser uma frase sintomática das transformações nas formas de ensinar e aprender capoeira pelo mundo.

Capoeira Mogador também tem um canal oficial/institucional (http://www.youtube.com/user/TheCapoeiraMogador), criado em 11 de janeiro de 2012.

Canal de Capoeira Mogador no Youtube em 23 de janeiro de 2012

O canal é bem recente e, apesar de ter compartilhado apenas um vídeo de capoeira e um do pôr-do-sol em Essaouira, conta até agora 117 exibições. O único inscrito, ali contabilizado, sou eu.

Outros usuários que compartilham videos do grupo são: yassinejil, Essaouiragirl e suicidier. São provavelmente membros ou amigos do grupo. Seus envios de videos são variados, sendo apenas uma pequena parte relativa ao grupo Capoeira Mogador. Mas podemos ver pelos seus feeds (videos que gostaram, e que portanto passam a constar no canal) vários outros videos de capoeira.

Bem, acho que isso é tudo que a Web pode me dizer, por enquanto, sobre o Capoeira Mogador… O próximo passo é de fato conseguir alguma interação com essas pessoas.

Apenas uma informação para fechar o post: graças às bênçãos do conhecimento livre e coletivo fornecido pela Wikipédia, acabo de descobrir que Mogador, nome que o grupo escolheu para si, era na verdade o nome português da cidade de Essaouira no séc. XVI. Terá essa longínqua presença portuguesa facilitado de alguma forma a proximidade com uma cultura brasileira como a capoeira?

Publicado em campo | Tags , , , , | Publicar um comentário

On the maps!

Como prometido, os últimos dias foram de reestruturação geral da casa. Uma repaginada no visual, alguma informação sobre quem caralhos escreve, e finalmente, organizar a bagunça de links que coloquei aqui até agora, separando por tipos. Falta só revisitar as páginas e conseguir explicar minha pesquisa de maneira um pouco mais clara, tarefa que obviamente deixei por último devido à sua complexidade.

Mas mesmo não completamente pronto, ontem eu desbloqueei o blog para os motores de pesquisa. O que basicamente significa que ele está mergulhado no hipertexto tanto quanto o meu circuito de estudo.

Eu encontrei algumas dificuldades na arrumação da bagunça (o que pra quem me conhece não é surpresa nenhuma), principalmente na classificação dos links, ou seja, dos ambientes digitais que visitei e decidi manter uma conexão por aqui. Por enquanto, estou dividindo em: sites; blogs; páginas do facebook; outras redes sociais; wiki.

A dificuldade era, muitas vezes, diferenciar sites de blogs. Um site pode ser montado em plataforma blog, por exemplo. Por outro lado, muitas vezes um site contém um blog. E alguns sites parecem conter comunidades, o que eu vou ter que checar e decidir se é vantajoso criar mais uma categoria. Enfim, ainda não sei se divido arbitrariamente pelas tecnologias de arquitetura (por exemplo: blogs são feitos em blogspot ou wordpress; comunidades podem ser feitas em joomla ou hospedadas em plataformas de redes sociais; e sites são programados na unha mesmo) ou se vou optar por uma classificação menos artificial (como tenho feito), de entender a organização da informação, o estilo, o dinamismo de atualização e as formas de interatividade.

Acho q devo seguir este segundo caminho para dar nome às regiões do meu mapa. Tenho que lembrar de arranjar algum bom guia que me ajude.

 

Publicado em definições, idéias e questões | Tags , , , , | 2 Comentários

Ano novo, visual novo

Aqueles que me conhecem sabem que eu sou um tanto apegada às coisas, e que mudanças para mim muitas vezes são difíceis…

E eu não estou falando de mim, mas sim deste lugar que venho habitando há dois anos – o meu blog. Abrindo o painel de controle, há alguns dias, eu reparei que ele ainda está bloqueado para motores de pesquisa.

Está certo, eu o fiz assim. Mas se quero levar a sério a minha metodologia de pesquisa em ambientes digitais – que basicamente significa percorrer os circuitos e também me deixar ser percorrida por eles – isso não pode continuar assim. Assim sendo, preciso preparar este blog para estar realmente na rede, nos mapas, nas errâncias de outros, construindo links no hipertexto e nós na rede.

Por isso, coloco aqui um dos últimos registros do seu visual e arquitetura como foram até hoje.

Visual do blog em 11 de janeiro de 2012

Eu provavelmente não mudarei o tema, pois gosto muito dele. Mas a imagem do cabeçalho, da qual também gosto muito, terá de sair. Ela por muito tempo representou para mim o que eu venho chamando de roda em rede – formas culturais tradicionais aparentemente fechadas, mas que estão ligadas a uma complexa rede que as alimenta e as coloca em devir. São, aparentemente, forças de vertiginosa desintegração da estabilidade, mas que na verdade asseguram a perpetuação de seu dinamismo interno.

Também me lembra bastante do conceito de “margens como enzima”, de Barbero (1997).

Mas enfim, talvez ela deva ser substituída por algo mais capoeirístico. Provavelmente será esta imagem aqui:

Ela não é mais bonita, mas fala mais aos que estão de fora das minhas pirações.

O nome do blog, provavelmente, será alterado para algo mais próximo do título da minha pesquisa.

Os textos das páginas também precisam ser melhorados, para que as pessoas consigam entender o que eu estou fazendo (tarefa difícil para o pesquisador, que muitas vezes nem entende a si mesmo).

Enquanto escrevo esse post, já estou fazendo algumas mudanças. A meta é chegar ao fim dessa semana com cara nova e pronto para se jogar nesse marzão.

Publicado em definições | Tags , , , , , , , , | 4 Comentários